GTNEWS 03/09 – Tudo sobre o mercado financeiro

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📈 Ibovespa: alta de quase 10 mil pontos em 3 dias veio para ficar? Entenda o movimento

⚔️ Seis meses de guerra no Irã: como conflito redesenha poder no Oriente Médio

💰 O MegaFiagro de R$ 10 bilhões do BTG Pactual que será (quase) imune à inadimplência

💼 CSN (CSNA3) dispara 7% e lidera Ibovespa com investidores de olho em um fator

✉️ Carta ao investidor: O que aconteceu no mercado em agosto

💡 Oportunidades da semana

Ibovespa: alta de quase 10 mil pontos em 3 dias veio para ficar? Entenda o movimento

O Ibovespa (IBOV) apresenta a 11ª alta consecutiva nesta quarta-feira (2). O movimento, porém, mudou da última semana para cá com as últimas pesquisas de cenário eleitoral reforçando a leitura de uma disputa acirrada à Presidência entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O Ibovespa saiu de 175.664,62 pontos, na sexta-feira (28), para os 186.028,06 pontos pontos, na máxima intradia desta quarta, um ganho de mais de 10 mil pontos em apenas três sessões. Por volta das 14h02 (horário de Brasília), o IBOV avançava 2,87%, aos 184.886,36 pontos. No acumulado da semana, o salto chega a 5,17%.

Na principal simulação de segundo turno da pesquisa Quaest, Lula tem 42% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, 41%. O presidente recuou 1 ponto porcentual ante os 43% do levantamento anterior, e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cresceu também 1 ponto sobre os 40%.

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Seis meses de guerra no Irã: como conflito redesenha poder no Oriente Médio

Seis meses após o início da guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã, o conflito deixou um cenário de impasse, com consequências que vão além dos campos de batalha.

Segundo estudo do think tank do Council on Foreign Relations (CFR), assinado por 7 especialistas que abordam diferentes aspectos, a guerra alterou o equilíbrio de poder no Oriente Médio e criou novos riscos para Washington e seus aliados.

O conflito começou em 28 de fevereiro de 2026, quando forças americanas e israelenses atacaram o Irã, matando imediatamente o líder supremo Ali Khamenei e atingindo instalações nucleares e militares. Um cessar-fogo mediado pelo Paquistão e um memorando firmado em junho interromperam os combates em larga escala, mas ataques e acusações de violações continuaram.

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O MegaFiagro de R$ 10 bilhões do BTG Pactual que será (quase) imune à inadimplência

A inadimplência é hoje a principal preocupação dos agentes de mercado do agronegócio. Bancos, gestoras, revendedoras. Todos que estão expostos a venda a prazo no setor sabem que o momento é de maior cautela. E é nesse ambiente que o BTG Pactual resolveu lançar um Fiagro que pode captar até R$ 10 bilhões, voltado somente para investidores profissionais, com uma estrutura diferente da que se encontra geralmente no mercado.

O nome do fundo é Fiagro BTG Pactual I Responsabilidade Limitada. Nesse nome se encontra inclusive o diferencial para os investidores. O veículo terá 1%, ou até R$ 100 milhões, de cotas subordinadas. Elas serão detidas integralmente pelo BTG. Essas cotas são as primeiras que sofrem perdas quando há inadimplência nos recebíveis detidos pelo Fiagro. Ou seja, o banco vai absorver todos os impactos dos eventuais prejuízos com atrasos em ativos do fundo. São as cotas mais arriscadas, mas que também possuem retorno variável, que podem ser maiores que os oferecidos nas cotas seniores.

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CSN (CSNA3) dispara 7% e lidera Ibovespa com investidores de olho em um fator

A CSN (CSNA3) liderou as altas do Ibovespa (IBOV) nesta terça-feira (1°) com as negociações de venda pela CSN Cimentos no radar dos investidores.

Segundo reportou a Coluna do Broadcast, no jornal O Estado de S. Paulo, a CSN, de Benjamin Steinbruch, escolhe esta semana para quem dará exclusividade na compra do braço de cimentos da companhia. A disputa envolve a chinesa Huaxin e o Grupo

Votorantim, em conjunto com a italiana Cimentir. Steinbruch mirava até R$ 15 bilhões com a operação de venda, mas o negócio é avaliado em cerca de R$ 12 bilhões.

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Cenário Internacional

Agosto teve dois eixos: o Estreito de Ormuz, que voltou a ditar o preço da energia, e o Federal Reserve, que girou o discurso na semana derradeira.

O petróleo abriu o mês em queda forte. Trump adiou um novo ataque ao Irã, a Opep+ confirmou aumento de 188 mil barris por dia a partir de setembro e o Brent recuou até US$ 79,36, abaixo de US$ 80 pela primeira vez desde o início da guerra, fechando a semana com baixa próxima de 7,00%. O movimento se inverteu nas duas semanas seguintes, quando o Irã ampliou as condições para reabrir o estreito e passou a exigir o fim do bloqueio naval, a retirada das sanções e a liberação de ativos congelados. O barril superou US$ 90 no intradiário, as travessias confirmadas por Ormuz caíram de quinze para seis segundo a Kpler e o contrato futuro chegou perto de US$ 94,20 na terceira semana, máxima do mês, com o Departamento de Energia americano elevando de US$ 82 para US$ 87 a estimativa de preço médio em 2026. No fechamento, o Brent devolveu parte do movimento e recuou a US$ 88,05, com Bessent sancionando mais de 60 entidades ligadas ao Irã e o tráfego pelo estreito ainda estrangulado.

Nos Estados Unidos, os dados vieram benignos até a última semana. O payroll de julho mostrou fechamento líquido de 23 mil vagas contra consenso de criação de 80 mil, com desemprego a 4,1%, e o CPI desacelerou de 3,5% para 3,4% em doze meses, com o núcleo em 2,5%, levando a chance de manutenção do juro a 65,2% em setembro. Jackson Hole virou o jogo: Kevin Warsh estreou como presidente do Fed e foi lido como duro ao dizer que a inflação subjacente não melhorou, e os derivativos na CME passaram a precificar 57,5% de chance de alta de 25 pontos-base em setembro. Os juros abriram, com a Treasury de dez anos a 4,730% e a de trinta anos a 5,213%, o núcleo do PCE ficou em 3,3% em doze meses e o PIB do segundo trimestre foi confirmado em 1,5% anualizado, ante 2,1% no primeiro trimestre.

Nas bolsas, o mês teve duas metades. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram 2,96%, 3,58% e 5,10% na primeira semana, com máximas históricas e a Palantir saltando 29,42%, e o S&P 500 renovou o recorde de fechamento aos 7.798,99 pontos na segunda. O quadro virou na terceira semana, quando o índice caiu 1,43% e o Nasdaq 100 recuou 2,46%, com o Walmart em queda de 9,50% mesmo com receita acima do consenso.

Cenário Doméstico (Brasil)

No Brasil, agosto foi o mês do primeiro corte da Selic com comunicação deliberadamente aberta, de uma desinflação que ganhou tração e de uma fuga recorde de capital estrangeiro da bolsa.

O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto, para 14% ao ano, em decisão unânime, com comunicado bem mais curto que o de junho, sem guidance e deixando setembro em aberto. O Banco Central reduziu a projeção de IPCA de 2026 para 5,1% e manteve 3,2% no horizonte relevante. A ata reconheceu o acúmulo dos efeitos da política restritiva sobre a atividade, mas preservou a ambiguidade, e a leitura do mercado se inverteu na margem: das 36 casas consultadas, 23 passaram a projetar apenas mais um corte no ciclo.

A inflação corrente ajudou. O IPCA desacelerou para 0,07% em julho, menor taxa desde agosto de 2025, e recuou a 4,44% em doze meses, abaixo do teto de 4,5%. O IPCA-15 de agosto registrou deflação de 0,40% no mês, a maior em quatro anos, e 4,24% em doze meses, embora serviços subjacentes tenham acelerado a 0,50% e a difusão subido a 52,04%, o que preserva a leitura de que a convergência ainda depende do núcleo. A atividade perdeu tração, com produção industrial em queda de 1,80% em junho e IBC-Br recuando 0,60%, enquanto o Caged de julho trouxe 58.568 vagas líquidas contra consenso de 115 mil.

O quadro fiscal seguiu como fonte de prêmio. A dívida bruta chegou a 81,9% do PIB em junho, maior nível em mais de cinco anos, o custo médio da Dívida Pública Federal subiu a 12,68% ao ano, o mais alto desde 2016, e a inadimplência do crédito livre atingiu 6,4%, recorde da série iniciada em 2011. O déficit em conta corrente somou US$ 8,11 bilhões em julho, acima da projeção de US$ 6,6 bilhões.

O estrangeiro foi o detrator do mês. O JPMorgan cortou a recomendação do Brasil de overweight para neutra e a saída de capital externo da B3 fechou agosto em R$ 18,4 bilhões, maior fuga mensal da série da Elos Ayta iniciada em 2022, ainda que o saldo de 2026 permaneça positivo em R$ 17,9 bilhões. No campo eleitoral as pesquisas apertaram, com o BTG/Nexus fechando o mês em 46% a 45% no segundo turno.

O desempenho dos ativos refletiu essa combinação. O Ibovespa emendou onze baixas consecutivas até 167.100 pontos, pior série em três anos, e reagiu na sequência, com alta de 2,44% na terceira semana e de 2,7% na última, encerrando aos 175.664 pontos. Na curva, o DI Jan/33 subiu a 14,640% antes de voltar a 14,60% no encerramento e o Jan/29 estabilizou em 14,16%. O dólar oscilou entre R$ 5,08 e R$ 5,1930 no mercado à vista.

Na temporada de balanços, apenas 34% das companhias bateram a expectativa de lucro segundo o Santander, com óleo e gás no positivo e varejo e telecomunicações no negativo. A Petrobras lucrou R$ 52,4 bilhões, alta de 97% e acima do consenso, com R$ 17,4 bilhões em dividendos, e o Itaú entregou R$ 12,4 bilhões com retorno sobre patrimônio de 24,3%. No lado negativo, a Hapvida desabou 33,09% e a Casas Bahia reportou prejuízo de R$ 10,1 bilhões, protocolou recuperação judicial e viu a ação cair 31,82%.

BTDI11 | BTG Pactual Crédito Imobiliário CDI FII Papel (CRI) – 3ª Emissão

 

Gerido pela BTG Pactual Gestora de Recursos, o BTDI11 monta uma carteira de CRIs indexados ao CDI com originação própria e controle majoritário das operações, distribuída entre residencial, corporativo, laje, logística, shopping e hotelaria, concentrada em SP e RJ. Todas as operações vêm com pacote de garantias reais (alienação do empreendimento, cessão de recebíveis, reserva de juros e fiança dos sócios), e o cotista pessoa física recebe os dividendos mensais isentos de IR.

 

A 3ª emissão capta até R$ 400 milhões (mais 25% de lote adicional) a R$ 10,00 por cota, com aplicação mínima de R$ 50,00 e alocação por ordem de chegada. O retorno alvo é de CDI + 1,5% a.a. líquido, com yield projetado de 14,9% a.a. no 1º ano pelo estudo de viabilidade. O fundo tem prazo determinado de 3,5 anos, com devolução do principal ao final, e 74% do pipeline já mapeado para alocação em até dois meses da oferta.

 

Resumo

– Reservas até: 29/09/2026

– Preço de Subscrição: R$ 10,00 por cota

– Aplicação Mínima: R$ 50,00 (5 cotas)

– Retorno Alvo: CDI + 1,5% a.a. (líquido)

– DY Projetado: 14,9% a.a. no 1º ano (gross-up ~17,5% a.a. estimado)

– Volume da Oferta: R$ 400 milhões (+25% de lote adicional)

– Prazo do Fundo: 3,5 anos a partir desta emissão

– Taxa de Gestão e Adm.: 1,10% a.a.

– Negociação: Cetip (balcão B3)

Material completo

 

FIAGRO BTG Pactual I | BTG Pactual Asset Agro · 1ª Emissão · Subclasse A1 – Sênior com Liquidez Diária

 

Fundo de recebíveis do agronegócio gerido pelo BTG Pactual Asset, com carteira originada pela plataforma do próprio banco. O destaque da Subclasse A1 é a liquidez diária a partir de 09/12/2026, com rendimento mensal de 92% do CDI e sem perda de rentabilidade no resgate, funcionando como alternativa de caixa remunerado. A estrutura conta com subordinação mínima de 1% do Grupo BTG Pactual, que absorve as primeiras perdas da carteira e recompõe esse nível em até 3 dias úteis.

 

Resumo

– Reservas até: 04/09/2026 (1ª série · liquidação 09/09 · demais séries semanais até 20/11)

– Gestor e Administrador: BTG Pactual (coordenador único BTG Pactual Investment Banking)

– Proteção: Subordinação mínima de 1% do Grupo BTG Pactual

– Aplicação mínima: R$ 200.000,00

– Público: Investidores Profissionais

– Ambiente: CETIP (IR de 20% na fonte sobre os rendimentos)

 

Subclasse A1 – Sênior com Liquidez Diária

– Taxa: 92% do CDI a.a. (retorno alvo)

– Juros: mensais

– Prazo: 11 anos (duration ~5,8 anos)

– Amortização: 9º, 10º e 11º ano

 

Como funciona a liquidez

– Início: 09/12/2026, após o lock-up

– Frequência: diária, com atuação do formador de mercado

– Rentabilidade no resgate: equivalente à remuneração do papel

– Condição: cotista com custódia no BTG Pactual

– Antes disso: unificação das 12 séries em 04/12 e 1º pagamento de rendimento em 27/11

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Atenciosamente,
Equipe GT Capital

Enviado por GT Capital

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