Bolsas europeias caem desde a abertura, de olho em Itália, Hong Kong e Argentina

Bolsas europeias caem desde a abertura, de olho em Itália, Hong Kong e Argentina

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Estadão Conteúdo

As bolsas europeias operam em baixa desde o começo dos negócios desta terça-feira, à medida que investidores evitam comprar ações em meio a incertezas políticas na Itália, em Hong Kong e na Argentina. Indicadores locais fracos e a continuidade das tensões comerciais entre Estados Unidos e China também contribuem para o sentimento negativo na Europa
O Senado italiano se reúne hoje para definir a data de votação de uma moção de censura contra o governo do primeiro-ministro Giuseppe Conte.

Na semana passada, o ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, decretou que seu partido, a Liga, não apoia mais Conte. Com isso, o também vice-premiê passou a pressionar por um voto de desconfiança contra o governo nos próximos dias. Salvini tem a expectativa de que Conte perca e renuncie, o que levaria a eleições antecipadas. Salvini almeja ser o próximo premiê e esperar ir às urnas o mais rápido possível para capitalizar a crescente popularidade da Liga, depois de revelar diferenças irreconciliáveis com seu parceiro na coalizão governista, o Movimento 5 Estrelas (M5S).

Também estão no radar as recentes manifestações em Hong Kong, que ontem levaram ao fechamento do aeroporto local, e o fraco desempenho do presidente da Argentina, Mauricio Macri, numa eleição prévia realizada no fim de semana. A derrota de Macri para o candidato kirchnerista ao governo federal, Alberto Fernández, levou o peso argentino e a bolsa do país a despencar ontem.

Além disso, os indicadores europeus desta terça foram desanimadores. Na Alemanha, o índice ZEW de expectativas econômicas caiu de -24,5 pontos em julho para -44,1 em agosto, atingindo o menor nível desde dezembro de 2011. A previsão era de queda bem menor, a -30 pontos. No Reino Unido, a taxa de desemprego subiu inesperadamente, de 3,8% no trimestre até maio para 3,9% nos três meses até junho, ajudando a libra a apagar perdas de mais cedo.

O apetite por risco na Europa já vinha fraco nos últimos tempos diante de crescentes sinais de que Estados Unidos e China não deverão resolver sua longa disputa comercial no curto prazo.

Às 7h31 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,49%, a de Paris recuava 0,55% e a de Frankfurt se desvalorizava 0,94%. Em Milão, Madri e Lisboa, as perdas eram de 0,63%, 0,59% e 0,16%, respectivamente. No mercado de câmbio, a libra se fortalecia a US$ 1,2082, de US$ 1,2078 no fim da tarde de ontem, e o euro seguia a mesma direção, avançando para US$ 1,1219, de US$ 1,1216 ontem. Com informações da Dow Jones Newswires.

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