
Esquenta dos Mercados
Depois da folia no início da semana, os investidores voltaram a sentir o peso dos mercados internacionais e, principalmente, da guerra entre EUA e Irã desde a última sessão.
Sem perspectivas de um acordo para encerrar o conflito, a Casa Branca pediu ao Pentágono que elaborasse opções de ataque contra Teerã antes das eleições de meio de mandato, em novembro, segundo informações da revista The Atlantic.
Como de costume, o resultado da escalada das tensões aparece nos preços do petróleo, que sobem mais de 5% nesta manhã.
O salto da commodity coloca os riscos inflacionários e as incertezas sobre a política monetária dos EUA de volta no radar. Esse cenário impulsiona os juros dos Treasurys, títulos de dívida do governo norte-americano, que chegaram a bater máxima em 24 anos. Os rendimentos de títulos da Europa também avançam.
É nesse ambiente de maior aversão ao risco que as bolsas asiáticas terminaram o pregão desta quinta-feira (8) em queda generalizada.
Os mercados europeus também amanhecem no vermelho, enquanto os investidores digerem a divulgação da ata da reunião de política monetária de setembro do Banco Central Europeu (BCE).
O clima é semelhante em Wall Street, com os índices futuros de Nova York indicando um dia de perdas na região. Por lá, a agenda econômica do dia fica mais esvaziada.
Já no Brasil, o Ibovespa vai tentar recuperar o fôlego após fechar a sessão de quarta-feira em queda de 0,74%, aos 204.302 pontos.
Nesta quinta-feira, o calendário local conta com a publicação das pesquisas eleitorais Datafolha e PoderData. Os investidores locais também acompanham o debate sobre o fim da escala 6×1 no Senado.