
Esquenta dos Mercados
As negociações entre EUA e Irã enfrentam um novo impasse. O presidente Donald Trump rejeitou a mais recente proposta de Teerã para um cessar-fogo de sete dias.
A oferta iraniana previa a reabertura do Estreito de Ormuz e a retomada das conversas sobre o programa nuclear, em troca do fim do bloqueio dos EUA aos portos do país.
Trump, porém, não comprou a proposta por enxergar a possibilidade de uma provável nova campanha de bombardeios após as eleições de meio de mandato de novembro.
Com isso, os preços do petróleo voltam a subir forte nesta manhã (28), amargando o humor dos investidores.
Na Ásia, as bolsas fecharam o pregão de hoje majoritariamente em queda. Em meio aos temores de pressão inflacionária, os rendimentos de títulos soberanos de prazos mais curtos do Japão e da Coreia do Sul alcançaram os maiores níveis em anos.
Em Wall Street, o clima é semelhante, com os futuros de Nova York indicando um dia de perdas por lá.
Enquanto isso, os investidores se preparam para a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA, medida inflacionária favorita do Federal Reserve (Fed), na quarta-feira (30) e do relatório de empregos payroll de setembro, que será publicado na sexta-feira (3).
Já os mercados europeus amanhecem de lado, com os principais índices da região caminhando em direções opostas.
Por lá, a ponta positiva é impulsionada pelas ações de construtoras do Reino Unido, que sobem após o governo britânico anunciar um novo programa de empréstimo imobiliário voltado a compradores de primeira viagem.
No Brasil, as atenções se voltam para a nova rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus, publicada nesta manhã, e para o levantamento do Datafolha, que será conhecido a apenas três dias das eleições.