
Esquenta dos Mercados
A agenda econômica sai do foco e dá espaço para a geopolítica nesta terça-feira (22), com o início da reunião da ONU nos Estados Unidos. O discurso de abertura do evento será feito pelo presidente do Brasil.
A expectativa é que Lula defenda democracia e soberania durante a fala, temas centrais na campanha eleitoral do petista. Vale lembrar que o discurso ocorre a 12 dias das eleições.
Embora Lula também deva mencionar as tarifas comerciais e regras de comércio internacional, é esperado que ele não cite Donald Trump nominalmente.
Já o presidente dos EUA, que também discursará no encontro, deve falar sobre a guerra com o Irã. É esperado também que Trump realize uma reunião com países do Golfo Pérsico.
Antes mesmo do início do encontro, os mercados já sentem a redução da pressão. Os preços do petróleo caem nesta manhã após informações de que Teerã teria oferecido reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias caso os EUA aliviassem o bloqueio atual.
Com as expectativas renovadas para avanço das negociações entre os governos norte-americano e iraniano, os principais índices europeus amanhecem em alta.
Em Wall Street o clima é semelhante, com os futuros de Nova York indicando um dia de ganhos por lá.
Já na Ásia, as bolsas fecharam o pregão de hoje sem direção única. No Japão, o mercado acionário não opera desde ontem e só reabrirá na quinta-feira por conta de feriados locais.
Por aqui, os investidores digerem também a ata do Copom e ficam de olho na reorganização da JBS na bolsa brasileira.