B3 muda regra do Ibovespa e BDRs de empresas brasileiras poderão entrar no índice a partir do ano que vem

B3 muda regra do Ibovespa e BDRs de empresas brasileiras poderão entrar no índice a partir do ano que vem

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Liliane de LimaPor

Liliane de Lima

B3 - renda fixa
A B3 anunciou uma mudança na metodologia do Ibovespa (IBOV), principal índice da bolsa brasileira: os BDRs (sigla em inglês para Brazilian Depositary Receipts) de empresas brasileiras passarão a compor o índice a partir do primeiro semestre de 2027.

Em comunicado ao mercado divulgado na última terça-feira (8), a B3 informa que a participação total de BDRs no IBOV será limitada a 10% da carteira teórica, de forma a preservar a aderência do índice às regras aplicáveis a fundos de investimento e entidades de previdência.

Segundo a operadora da bolsa, a decisão foi tomada após “amplo processo de discussão com os
participantes do mercado” e reflete as transformações do mercado nos últimos anos.

Além disso, a B3 ressaltou que a ampliação do universo elegível do IBOV não significa que todos os BDRs de empresas brasileiras entrarão automaticamente no índice. Para entrar na carteira téorica do índice, os papéis deverão atender a critérios da metodologia.

Como é definida a composição do Ibovespa?

A carteira do Ibovespa é rebalanceada a cada quatro meses, com base em alguns critérios.

Entre eles, índice de negociabilidade (IN), o volume de negociação e o status da empresa — companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo. O desempenho das ações não é considerado um critério de entrada ou saída do índice.

Ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) de uma mesma companhia podem integrar o índice. Units também podem ingressar no IBOV.

Hoje, a carteira conta com 76 papéis de 74 empresas brasileiras. A nova composição entrou em vigor na véspera (8) com validade até dezembro.

 

Liliane de Lima
Por Liliane de Lima
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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