Lorena Matos
25 ago 2026

(Imagem: REUTERS/Nacho Doce)
A Oi (OIBR3) e suas subsidiárias tiveram falência confirmada pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após julgamento realizado nesta terça-feira (25). A telecom, que já chegou a ser considerada a maior operadora da América Latina, enfrentou duas recuperações judiciais na última década, com a segunda iniciada em 2023.
Em meio às dificuldades, a empresa teve a falência decretada pela Justiça em novembro de 2025, por esvaziamento patrimonial e inviabilidade comercial. No entanto, essa decisão foi suspensa após bancos recorrerem.
À época, o Bradesco defendeu que a quebra da companhia de telecomunicações não seria a medida mais benéfica para atender os credores e destacou que a falência não protegia os envolvidos, dada a relevância dos serviços prestados pela Oi.
Já o Itaú colocou que a recuperação judicial deveria ser mantida, uma vez que a falência acarretaria prejuízos potencialmente mais graves aos credores e clientes.
Com a suspensão decorrente dos recursos, a Oi pôde retornar ao processo de recuperação judicial, que visava preservar a continuidade e transição de serviços essenciais.
O julgamento da falência em segunda instância teve início no fim de junho; no entanto, foi interrompido por pedido de vista de um desembargador. Após o julgamento desta terça, houve decisão pela manutenção da falência.
A desembargadora Monica Maria Costa Di Piero, relatora do processo, votou para rejeitar os recursos apresentados pelo Itaú e Bradesco. Após o pedido do desembargador Augusto Alves Moreira Júnior de mais tempo para analisar o caso (pedido de vista), o julgamento foi retomado pela 1ª Câmara do TJ/RJ e os desembargadores decidiram rejeitar os recursos dos bancos.
Situação da Oi
A Oi vinha fazendo esforços para a venda de ativos. Contudo, teve dificuldades no processo, com impactos na sustentabilidade financeira.
No início deste mês, a Oi adiou novamente a divulgação de suas demonstrações financeiras e informou que ainda não havia concluído os trabalhos necessários para publicar os balanços referentes a 2025 e aos dois primeiros trimestres de 2026, sem apresentar uma nova data para a publicação dos balanços.
A empresa não afirmou que os impactos relevantes relacionados ao processo de recuperação judicial, somados ao estágio dos processos competitivos para a venda de ativos, continuam afetando a elaboração e a revisão das informações financeiras.
A companhia também continua sem apresentar as informações financeiras referentes ao terceiro trimestre de 2025 e as Demonstrações Financeiras Padronizadas (DFP) do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025.

Por Lorena Matos
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.



