Estudo da FGV revela quais são os melhores bancos para você investir

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O estudo avaliou fundos por categoria e combinou métricas de rentabilidade, volatilidade e retorno ajustado ao risco, além de critérios de experiência do investidor

Por Leo Guimarães

Fundos de renda fixa, multimercados e de ações são avaliados pelo retorno ajustado ao risco (Sharpe). Foto: AdobeStock
Fundos de renda fixa, multimercados e de ações são avaliados pelo retorno ajustado ao risco (Sharpe). Foto: AdobeStock

Os fundos DI, de ações e multimercados do Bradesco foram eleitos os melhores de suas categorias pelos investidores de alta renda e varejo, segundo o ranking Melhor Banco Para Investir (MBPI) 2025 elaborado pelo Centro de Estudos em Finanças da FGV/SP (FGVCef), que avalia desempenho e métricas de risco em diferentes classes.

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O reconhecimento ocorre em um momento em que o Bradesco está em pleno ciclo de expansão no segmento de alta renda, com o fortalecimento da marca principal.

Já o Itaú aparece na segunda posição, ficando no top 3 em cinco categorias do prêmio da FGV, promovido com exclusividade pelo E-Investidor. O banco ganhou destaque recente pela postura de proteção ao cliente, com o CEO Milton Maluhy falando sobre a decisão preventiva de não distribuir CDBs do Master. A escolha acabou protegendo seus investidores de um dos maiores escândalos recentes do mercado financeiro.

A Caixa Econômica Federal (CEF) aparece como o melhor na categoria de fundos de renda fixa, mas ficou em terceiro na colocação geral. O banco federal  completou 165 anos em janeiro e está com uma série de condições especiais para seus clientes, inclusive em fundos de investimento. Veja o ranking dos melhores bancos para investir:

 

Quais métricas a FGV usa: retorno, Ibovespa e Sharpe

Para chegar ao resultado, a FGVCef agrupa os fundos por categoria e faz avaliação com métricas específicas. Os Fundos DI, chamados na premiação de “Money Market” são analisados apenas pelo retorno no período.

Fundos de renda fixa e multimercados são examinados pela menor volatilidade medida pelo Índice de Sharpe, que mostra o retorno em relação ao risco, e referências ajustadas à taxa DI. Nos fundos de ações, os ativos são comparados ao Ibovespa, vencendo os menos voláteis.

“Para cálculo do Índice de Sharpe nos fundos de renda fixa usamos uma taxa que chamamos de CDI reduzido”, explica William Eid Junior, professor do FGVCef e coordenador do estudo. No CDI reduzido é descontada a taxa média de administração dos fundos de curto prazo, ignorando os mais baratos e os mais caros (ficam apenas os 60% centrais). “Temos assim a taxa livre de risco para investidores nos fundos de investimentos.”

Por que bancos grandes dominam a premiação

Ao todo, foram avaliados cerca de 700 fundos, sendo 300 de alta renda e 400 de varejo, que recebem uma classificação por estrelas dentro do índice. Produtos de gestoras independentes também são avaliados e o resultado completo é publicado no site Portal de Fundos (https://www.portaldefundos.com/).

 

Para concorrer ao prêmio é necessário ter um número mínimo de 25 respostas qualitativas de clientes do banco ou plataforma para que participe da premiação. Por terem maior capilaridade, os “bancões” aparecem entre os cinco melhores.

“Muitas plataformas e bancos menores não atingem esse número e, portanto, não têm a nota de qualidade. Mas os fundos delas constam do ranking, só que elas não concorrem aos prêmios”, explica Eid Junior.

O trabalho da FGVCef também abrange a aplicação de questionários ao longo do ano abordando a qualidade de atendimento. Confira nesta matéria o ranking dos mais bem avaliados em termos de experiência do cliente.

O que diz o Bradesco sobre a 4ª vitória seguida

Bruno Funchal, CEO do Bradesco Asset lembra que este é o quarto ano seguido que o banco ganha o prêmio MBPI. “Esse resultado é do trabalho, do investimento na própria empresa, nas pessoas, em processos e governança”, diz o executivo, argumentando que num mercado cada vez mais complexo, com muita volatilidade, a consistência de trabalho gera valor.  “E isso acaba se refletindo no resultado dessa avaliação da FGV”, complementa.

O executivo avalia que o banco tem avançado em novos produtos. O Bradesco  ampliou o time da asset, de 18 para 30 profissionais, e investiu em  governança, processo e controle de risco. “Isso acaba levando para uma performance muito positiva nos fundos.”

 

Para ele, parte do bom resultado foi a captação de clientes em fundos de crédito. “No ano passado batemos na tecla,  para quem se relaciona com a gente, de que era a hora de concentrar em crédito. Ao longo do tempo vimos o fechamento dos spreads de crédito e isso gerou rentabilidade alta”, diz.

Em 2026,  o cenário é mais positivo para a renda variável, na visão de Funchal. “Teremos um movimento, um ciclo de queda de juros. Então, a gente vê ainda com um olho bastante positivo o mercado de ações, os fundos de ações”, comenta. Os outros bancos do top 3 do ranking foram procurados, mas não fizeram comentários.
Estadão.

 

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