IPCA-15: Prévia da inflação sobe 0,20% em novembro

IPCA-15: Prévia da inflação sobe 0,20% em novembro

- in Notícias
0
Comentários desativados em IPCA-15: Prévia da inflação sobe 0,20% em novembro

Giovana LealPor

Giovana Leal
26 nov 2025
inflação ipca-15
Prévia da inflação atinge a banda superior da meta no acumulado de 12 meses (Imagem: REUTERS/Ricardo Moraes)A prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) subiu 0,20% em novembro, segundo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (26). No mês passado, o IPCA-15 avançou 0,18%.

A maior variação e o maior impacto positivo vieram do grupo despesas pessoais — 0,85% e 0,09 ponto percentual (p.p.), respectivamente.

A inflação prévia avançou a 4,15% no ano e foi a 4,50% em 12 meses — dentro da faixa de tolerância no acumulado anual e no limite no horizonte mais longo. Em outubro, esses números foram de respectivos 3,94% e 4,94%.

A projeção era de que o IPCA-15 avançaria 0,18% neste mês, segundo a mediana das projeções coletadas pelo Broadcast. No acumulado de um ano, a previsão era que o índice fecharia em 4,49%.Os grupos do IPCA-15

No grupo despesas pessoais (0,85%), o resultado foi influenciado, principalmente, pelas altas na hospedagem (4,18%) e no pacote turístico (3,90%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADESaúde e cuidados pessoais (0,29%) e transportes (0,22%) tiveram o segundo maior impacto no índice geral (0,04 p.p.). Em saúde e cuidados pessoais (0,29%), o destaque foi o plano de saúde (0,50%).

Já no resultado do grupo dos transportes (0,22%), o destaque foi para passagens aéreas, que subiram 11,87% e tiveram o maior impacto individual no índice do mês (0,08 p.p.). Por outro lado, os combustíveis tiveram queda (-0,46%). À exceção do gás veicular, que aumentou 0,20%, os demais apresentaram reduções nos preços: etanol (-0,54%), gasolina (-0,48%) e óleo diesel (-0,07%).

O grupo alimentação e bebidas, de maior peso no índice, voltou a crescer (0,09%), após cinco meses de queda. A alimentação no domicílio permanece no campo negativo, com queda de 0,15%, após recuar 0,10% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado os recuos do leite longa vida (-3,29%), do arroz (-3,10%) e das frutas (-1,60%). No lado das altas, destacam-se a batata inglesa (11,47%), o óleo de soja (4,29%) e as carnes (0,68%).

A alimentação fora do domicílio (0,68%) acelerou em relação ao mês anterior (0,19%), em virtude das altas da refeição (0,56%) e do lanche (0,97%).

Já o grupo habitação desacelerou para 0,09%. A principal contribuição negativa veio da energia elétrica residencial, que passou de -1,09% para -0,38%. Ressalta-se que, em novembro, está em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, adicionando R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.

Os outros grupos em alta foram: vestuário, com variação de 0,19%, e educação, com 0,05%. Em queda, vieram os grupos comunicação, -0,19%, e artigos de residência, -0,20%.

 

Giovana Leal
Por Giovana Leal
Editora-assistente
Editora-assistente no Money Times e graduada em Jornalismo pela Unesp – Universidade Estadual Paulista. Atua na área de macroeconomia, finanças e investimentos desde 2021.

You may also like

Multiplicação de até 42 vezes? Os quatro ativos que podem se beneficiar do próximo boom da inteligência artificial

Por Maria Luiza Araujo 04 nov 2026 Em