Opep+ contraria o mercado e anuncia aumento significativo da produção de petróleo para agosto

Opep+ contraria o mercado e anuncia aumento significativo da produção de petróleo para agosto

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Analistas esperavam que o volume de produção da commodity continuasse na casa dos 411 mil bdp (barris por dia)

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5 de julho de 2025

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Imagem: iStock
WhatsappTwitterLinkedinFacebookTelegramA Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) acaba de anunciar o quarto mês seguido de alta na oferta global da commodity. Na reunião deste sábado (5), foi decidido que a produção de petróleo em agosto será de 548 mil barris por dia (bpd).

O volume é bem mais significativo do que os aumentos anunciados em meses anteriores.

Em maio, junho e julho, a produção foi na casa de 411 mil bpd — e esse era o valor esperado pelos analistas também para agosto.

Em nota, a entidade explicou que a decisão foi motivada por uma “perspectiva econômica global estável e fundamentos de mercado saudáveis, refletidos nos baixos estoques de petróleo”.

Apesar disso, a Opep+ informou que pode mudar as projeções de produção caso as condições de mercado mudem.

A próxima reunião será no dia 3 de agosto, para decidir os volumes de petróleo para setembro.

 

  • Lembrando que os países que compõem a Opep são: Arábia Saudita, Irã, Kuwait, Venezuela, Iraque, Argélia, Equador, Gabão, Indonésia, Líbia, Nigéria, Catar e Emirados Árabes Unidos.

E a Petrobras (PETR4)?

A ampliação da oferta global exerce pressão direta sobre os preços do petróleo, o que afeta as margens da Petrobras (PETR4).

“Um aumento maior [que os 411 mil bdp] ou sinalizações de aceleração na produção tendem a intensificar o viés negativo para a ação”, afirmou Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP e especialista em investimentos, em entrevista ao Money Times antes da reunião.

Porém, ele também evidenciou que fatores domésticos como câmbio, política de preços, carga tributária e eventuais intervenções do governo também podem interferir no desempenho da companhia. “O principal driver de curto prazo, porém, continuará sendo o comportamento dos preços internacionais do petróleo.”

* Com informações do Money Times.

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