Imagine alguém que passou décadas reservando parte do salário para construir sua aposentadoria.
Seguiu a recomendação do gerente do banco, fez seus aportes regularmente e deixou o dinheiro investido, acreditando que estava cuidando do próprio futuro.
Anos depois, ao finalmente conferir os resultados, descobriu que seu fundo havia passado boa parte do tempo rendendo menos que o CDI, uma das referências mais básicas da renda fixa brasileira.
Pior: pagava taxas de administração elevadas por uma estratégia que, muitas vezes, não tinha praticamente nenhuma sofisticação.
O dinheiro até cresceu. Mas poderia ter crescido muito mais.
Infelizmente, essa história está longe de ser apenas uma hipótese.
Há anos, nossos levantamentos encontram fundos de previdência com bilhões de reais sob gestão, taxas excessivas e resultados decepcionantes.
Muitos desses produtos foram distribuídos em agências bancárias, em um modelo no qual os incentivos de quem recomendava o investimento nem sempre estavam alinhados aos interesses de quem investia.
O resultado foi uma geração de investidores que passou a associar a previdência a um produto caro e pouco rentável.