Esta fabricante de chips já subiu 476% no ano, e ainda está barata em meio à corrida da IA; veja o que dizem Empiricus e XP sobre a empresa

Esta fabricante de chips já subiu 476% no ano, e ainda está barata em meio à corrida da IA; veja o que dizem Empiricus e XP sobre a empresa

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Resultados recordes, projeções otimistas e investimentos bilionários entram no radar dos analistas após o balanço da fabricante de chips.

Isabella Scaramucci
Isabella Scaramucci
01 de outubro de 2026

microchips semicondutores
Imagem ilustrativa de fabricação de semicondutores. – Imagem: SweetBunFactory/iStockCom o boom de ações ligadas à inteligência artificial nos últimos anos, uma dúvida pode surgir entre os investidores: ainda há ações baratas no setor de tecnologia? A Micron (MUTC34), uma fabricante norte-americana de chips e outras soluções e beneficiada pela corrida da IA, pode ajudar a responder essa questão.

Listado na Nasdaq (Estados Unidos) mas negociado na B3 pelo BDR MUTC34, o ativo já subiu 476,42% no ano, mas especialistas acreditam que há espaço para mais. E, mesmo com investimentos maiores na sua capacidade de produção, a margem deve continuar em alta nos médio e longo prazos.

Após o fechamento do mercado na quarta-feira (30), a fabricante de chips de memória divulgou seus resultados do quarto trimestre fiscal, período equivalente ao terceiro trimestre do calendário.

A receita líquida (valor das vendas após impostos, devoluções, abatimentos e descontos), chegou a US$ 54,23 bilhões, acima dos US$ 51,07 bilhões esperados pelo mercado. O montante foi 379% maior do que o visto há um ano e marcou o sexto recorde trimestral consecutivo.

Além disso, a empresa registrou lucro ajustado de US$ 33,42 por ação — superando as estimativas de US$ 31,61 do mercado — e pagará aos acionistas, no dia 29 deste mês, um dividendo trimestral de US$ 0,15 por ação.

Os números foram avaliados positivamente pela Empiricus e pela XP, que mantiveram os papéis MUTC34 em suas respectivas carteiras recomendadas. É hora de ir às compras?

 

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O que e para quem a Micron vende?

Por tipo de produto, o principal chip de memória fabricado pela Micron é o DRAM, que respondeu por 73% da receita líquida total, ou US$ 39,8 bilhões. Em seguida veio o NAND, com US$ 14,1 bilhões, equivalentes a cerca de 26% da receita.

Já por mercado atendido, lideraram os data centers corporativos, com US$ 18 bilhões em receita, e os provedores de nuvem, com US$ 16,28 bilhões. Na sequência ficaram celulares e computadores, com US$ 13,11 bilhões, e automóveis, indústria e dispositivos inteligentes, com US$ 6,82 bilhões.

É hora de comprar MUTC34? Empiricus e XP respondem

A Micron não está para brincadeira em suas projeções para o primeiro trimestre fiscal de 2027 (1T27). Segundo o guidance divulgado, a fabricante espera alcançar receita de US$ 61,5 bilhões, margem bruta de 86,25% e lucro ajustado de US$ 38,15 por ação, números acima das expectativas do mercado.

Além disso, a companhia ampliou seus contratos estratégicos de longo prazo, que devem cobrir mais de 35% da receita estimada até 2030.

Mesmo após os bons resultados do quarto trimestre fiscal e as projeções otimistas, a Empiricus avalia que as ações da Micron ainda estão baratas.

Isso porque os papéis são negociados a 6,6 vezes o lucro estimado para os próximos 12 meses, patamar visto como baixo diante do crescimento da companhia e de sua exposição aos investimentos das empresas de tecnologia em inteligência artificial.

Para a XP, porém, o forte ciclo de expansão da Micron exige atenção. O processo exigirá um aumento relevante da capacidade produtiva, o que, consequentemente, elevará os custos e os riscos de execução.

A empresa prevê ampliar os investimentos em capital, o chamado capex, em relação ao plano anterior. Os desembolsos devem somar cerca de US$ 25 bilhões apenas no primeiro semestre de 2027 e superar esse valor na segunda metade do ano.

Esses gastos devem pressionar temporariamente a rentabilidade da companhia. Ainda assim, a XP estima que as margens chegarão ao ponto mais baixo durante o ano e voltarão a crescer depois disso.

*Sob supervisão de Karin Salomão.

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