Trump abre cota de carne sem tarifa, Brasil pode ganhar oportunidade. Na Mira do Ricardo Amorim #50

Trump abre cota de carne sem tarifa, Brasil pode ganhar oportunidade. Na Mira do Ricardo Amorim #50

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09/09 – 50ª edição

Seu resumo semanal de temas que estão na mira do Ricardo Amorim.
​Confira e entenda o que isso pode mudar em sua estratégia.

🎯O Brasil que você não conhece: Amapá.
E se eu te dissesse que o Amapá pode se tornar a “Dubai” brasileira?
A Petrobras acaba de confirmar: há petróleo na Margem Equatorial. Após 10 anos de busca, uma nova fronteira se abre, com potencial de dobrar ou até TRIPLICAR as reservas do Brasil.
Isso não é apenas sobre petróleo. É sobre reescrever o mapa econômico do país.
Estamos falando de R$300 bilhões em investimentos e uma revolução para o Norte do Brasil. Lembram da Guiana? Após uma descoberta similar, o país vizinho viu sua renda per capita se multiplicar por 5 em poucos anos, hoje igual à de Portugal. É o país que mais cresce no MUNDO.
O Amapá está diante da mesma oportunidade.
O pré-sal colocou o Brasil no mapa dos maiores exportadores de petróleo. A Margem Equatorial pode nos levar ao topo do pódio. É uma transformação geopolítica e econômica acontecendo diante dos nossos olhos.
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🎯Trump precisa baratear o hambúrguer. Brasil vai ganhar com isso.
Às vésperas das eleições, a carne moída nos EUA chegou ao maior preço da história: quase R$ 150/kg.
Com seca, menos pastos e o menor rebanho em décadas, o governo abriu por 90 dias uma cota de 300 mil toneladas de carne bovina sem tarifa, tentando reduzir os preços em até 25%.
Para o Brasil, é uma oportunidade de cerca de R$ 2,5 bilhões em exportações adicionais sem tarifa. Antes, fora de uma pequena cota, nossa carne pagava 26,4%.
Depois de mais de seis décadas de liderança americana, o Brasil se tornou o maior produtor no ano passado e já é o maior exportador há mais de 20 anos. Os EUA são nosso segundo maior comprador, atrás apenas da China.
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🎯Agro: depois de anos duros, alta de preços vai ajudar.
Depois de três anos difíceis, a maré do agro deve virar.
Preços altos levaram produtores a investir, aumentar a produção e se endividar. Depois, veio a combinação ruim: safra grande, commodities em queda e juros altos. Resultado? Receita menor, dívida mais cara e uma onda de recuperações judiciais.
Agora, a dinâmica deve se inverter. Mesmo com a provável valorização do real, acredito que a alta das commodities em dólar será ainda maior, aumentando a receita dos produtores em reais.
Além disso, fertilizantes mais caros tendem a reduzir seu uso e, consequentemente, a produção mundial. Menos oferta, com demanda crescente, significa preços mais altos.
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🎯O que a crise dos títulos da dívida dos EUA tem a ver com o seu emprego? Muito mais do que você imagina.
Em economia, tudo está conectado. Quando os EUA perdem credibilidade fiscal, o preço disso aparece no seu bolso.
Gastos públicos muito acima das receitas corroem a credibilidade. O governo americano tem pago as maiores taxas de juros em décadas para emitir dívida. Juros lá sobem, capital do mundo inteiro reprecifica risco: parte do dinheiro sai de mercados emergentes, incluindo o Brasil. O real enfraquece, o dólar sobe, os importados ficam mais caros, a inflação acelera e os juros no Brasil sobem de novo. Com juros mais altos aqui, dívidas de empresas e famílias ficam pesadas; a inadimplência cresce, a quebradeira aumenta. Foi assim que vimos casos como o das Casas Bahia: quando o custo financeiro explode, milhares de empregos ficam em risco. Moral da história: se o Brasil não fizer a lição de casa fiscal, a tempestade de fora vira tsunami aqui.
Déficits crônicos compram juros altos e juros altos cobram empregos. Planejamento fiscal não é assunto tecnológico, é seguro de emprego.
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🎯Por que americanos são mais ricos que brasileiros?
Existe um ativo importante que explica por que os Estados Unidos são muito mais ricos do que o Brasil e que quase nunca aparece nas análises econômicas: confiança.
Quando existe mais confiança entre pessoas, empresas e instituições, gastamos menos tempo, dinheiro e energia tentando nos proteger uns dos outros. Menos burocracia, menos controles e etapas fazem a economia fluir melhor.
Agora, isso ganha uma nova dimensão. Com IA e robotização automatizando processos, análises e tarefas, aquilo que é humano e não automatizável passa a valer ainda mais. E o que não se automatiza tão facilmente? Relacionamentos.
Por isso, no mundo dos negócios, comunicação clara, confiança e reputação serão ativos cada vez mais valiosos.
Quanto mais a tecnologia avança, mais valor ganha aquilo que só pessoas conseguem construir entre si.
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🎯Vacina contra o câncer chegando?
Uma vacina personalizada contra o câncer de pele deu um passo histórico.
Moderna e Merck anunciaram resultados de fase 3 da Intismeran autogene, vacina de RNA mensageiro criada a partir das mutações do tumor de cada paciente.
Combinada ao Keytruda, reduziu significativamente o risco de recidiva ou morte após cirurgia. É a primeira terapia genética personalizada a demonstrar benefício nessa fase.
O mercado reagiu: Merck subiu 15% e Moderna, 150% em um dia. O tratamento agora aguarda avaliação dos reguladores e pode chegar aos pacientes já no ano que vem.
Se funcionar contra outros cânceres, pode abrir uma nova era no tratamento da doença.
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🎯E se todo bebê brasileiro ganhasse ações na bolsa ao nascer?
A Conta Convergência propõe investir R$9.500,00 por criança até os 18 anos. Com retorno real de 7% ao ano, o valor poderia chegar a R$22,5 mil quando o adolescente completasse 18 anos ou R$50,7 mil aos 30 anos e esse valor poderia ser usado para pagar faculdade, comprar casa própria ou abrir um negócio, por exemplo.
O custo seria de R$22,8 bilhões por ano, apenas 0,2% do PIB, financiado por mudanças na Previdência ou revisão de outros gastos sociais.
Inspirada nas Trump Accounts dos EUA, a proposta tem começo e fim e busca gerar mobilidade social por educação e empreendedorismo.
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