Inserção das PcDs no mercado de trabalho
Para marcar os 35 anos da Lei de Cotas (Lei nº 8.213/1991), o DIEESE preparou material especial sobre a inserção das pessoas com deficiência (PcDs) no mercado de trabalho. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e revelam que, em 2025, apenas 1,27% dos postos de trabalho formais eram ocupados por PcDs.
De acordo com a legislação, empresas com 100 trabalhadores ou mais devem ter pessoas com deficiência no quadro de funcionários. A proporção de PcDs varia conforme o tamanho do estabelecimento.
Em 2025, para que a Lei de Cotas fosse totalmente cumprida faltavam: 37.564 vagas em empresas de 100 a 200 trabalhadores; 49.912 vagas em empresas de 201 a 500 trabalhadores; 49.053 vagas em empresas de 501 a 1.000 trabalhadores; 276.572 vagas em empresas com mais de 1.000 trabalhadores.
Estima-se que só 23% das empresas cumpriam os percentuais destinados a pessoas com deficiência em 2025.
Em 2025, as pessoas com deficiência ganhavam em média 7,4% mais do que os demais trabalhadores. A remuneração média das PcDs foi de R$ 4.757. Já a dos demais vínculos correspondia a R$ 4.430.
O infográfico está disponível aqui.
Reajustes salariais em junho
A análise dos primeiros reajustes da data-base junho, registrados no Mediador até 10 de julho, mostra que 87,7% das negociações coletivas resultaram em ganhos salariais acima da inflação medida pelo INPC-IBGE.
Reajustes equivalentes ao índice inflacionário corresponderam a 6,1% dos casos, assim como os resultados abaixo da inflação.
Veja todos os detalhes.
Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos:
O valor do conjunto dos alimentos básicos recuou em 10 das 27 capitais brasileiras, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
Na comparação dos valores da cesta em 12 meses, ou seja, entre junho de 2025 e junho de 2026, houve aumento em 26 capitais.
O salário mínimo necessário, estimado com base no valor da cesta mais cara, que foi a de São Paulo (R$ 965,47), ficou em R$ 8.110,92 em junho.
A nota está no: site do DIEESE.
Boletim de Conjuntura
Os preços de vários alimentos continuam em alta, pressionados pelo clima, instabilidade geopolítica, aumento das exportações de commodities e concentração de mercados.
Para conter essa inflação, o Banco Central segue com a taxa Selic em nível elevado, encarecendo crédito e prejudicando o setor produtivo.
A partir dessas questões, o Boletim de Conjuntura 55 analisou os limites dessa política e apresentou o debate sobre a PEC 65, que amplia a autonomia do BC, reduz o controle do Estado sobre a instituição, que é estratégica para o país, aumenta a influência do mercado financeiro sobre a política monetária e retira recursos das políticas públicas.
Caderno de Negociações
Além trabalhos listados acima, o DIEESE também divulgou a edição 103 do Caderno de Negociações, uma publicação com informações estratégicas, voltada exclusivamente para as entidades sócias.



