Dólar cai a R$ 5,10 com corte da Selic e política monetária dos EUA no radar

Dólar cai a R$ 5,10 com corte da Selic e política monetária dos EUA no radar

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Liliane de LimaPor

Liliane de Lima
06 ago 2026
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(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)
YoutubeComo esperado por parte do mercado, o dólar à vista continuou a perder força ante o real após a decisão do Copom de cortar a Selic para 14% ao ano.

Nesta quinta-feira (6), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1073, com queda de 0,41%.

O dólar aqui destoou do desempenho da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,29%, aos 99.964 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O câmbio brasileiro reagiu à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano, a quarta flexibilização dos juros consecutiva e, mais uma vez, a decisão foi unânime, em linha com o esperado pelo mercado.

Desta vez, o colegiado enxugou o comunicado de junho após ruído por excesso de informações e retirou a afirmação de que período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica.

Os diretores do BC, por sua vez, reafirmaram que “em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será feita à luz de novas informações“.

A valorização dos preços do petróleo também beneficiou o real frente a divisa norte-americana, já que o Brasil é um país exportador da commodity. O contrato do Brent para outubro, referência para o mercado internacional, fechou com alta de 3,83%, a US$ 82,49 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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Vendas desaceleram e ação recua, mas bancos reforçam compra de Vivara (VIVA3)“Apesar das incertezas no radar externo, o avanço do petróleo e a leitura mais restritiva da política monetária doméstica ofereceu suporte à moeda brasileira ao longo das negociações”, avaliou Rebecca Nossig, estrategistas de ações da Nomad.

Já no exterior, o dólar ganhou força com o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, em meio à expectativa pelo relatório oficial de empregos, o payroll de julho, divulgado nesta sexta-feira (7).

Os economistas consultados pela Reuters esperam que o payroll mostre 80.000 contratações em julho, um aumento em relação às 57.000 de junho, e que a taxa de desemprego se mantenha em 4,2%.

Além disso, a notícia de que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Kevin Warsh, está disposto a elevar os juros na reunião de setembro, caso os dados de inflação voltem a piorar, deu suporte ao dólar ante moedas fortes.

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Liliane de Lima
Por Liliane de Lima
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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