BC corta a Selic pela 3ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 14,25%

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O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu nesta quarta-feira, 17, a taxa Selic para 14,25% ao ano, queda de 0,25 ponto percentual. Essa foi a terceira redução da taxa de juros brasileira neste ano. A Selic chegou a 15% em junho de 2025 e permaneceu no maior patamar em mais de 20 anos até março de 2026.

A decisão manteve o ritmo do ciclo de corte e era esperada por parte do mercado financeiro. Em comunicado divulgado após a reunião, o Copom anunciou a redução da taxa Selic para 14,25% ao ano, mas reforçou que o ambiente econômico ainda exige prudência.

“O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas e pressões no mercado de trabalho”, afirmou o comitê.

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ma.calheiros

16:54 (há 39 minutos)

para mimcirinocwb@gmail.com
Taxa Selic

‘Provavelmente foi o último corte do ciclo’, avalia BTG Pactual sobre ajuste na Selic

Juliana CaveiroPor

Juliana Caveiro
18 jun 2026
Selic Copom juros
(Créditos: Rmcarvalho/iStock)
YoutubeSiga no YoutubeFonte preferencial GoogleO corte de 0,25 ponto percentual promovido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (17), que reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano, deve marcar o encerramento do atual ciclo de flexibilização monetária, na avaliação do BTG Pactual.

Em relatório divulgado após a decisão, os economistas do banco afirmam que o Banco Central retirou a sinalização mais clara de continuidade dos cortes e elevou a exigência para novos ajustes na taxa básica de juros.

“O comunicado é compatível com nosso cenário-base de fim do ciclo em 14,25%”, escreveram os analistas. Segundo eles, “este foi provavelmente o último corte do ciclo”, embora a autoridade monetária tenha evitado fechar completamente a porta para novas reduções.

Para o BTG, a principal mudança em relação à reunião de abril foi a retirada da indicação de que a sequência do processo de calibragem continuava sendo o cenário mais provável. Agora, o BC afirma que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico, adotando uma postura mais cautelosa.

“O Copom preserva opcionalidade, mas não deixa claro que novos cortes sejam seu cenário-base ou sua preferência”, destacam os economistas.

Cenário mais desafiador para a inflação

Outro fator que reforça a avaliação de encerramento do ciclo é a deterioração do cenário econômico descrita pelo Banco Central.

Segundo o BTG, o comunicado trouxe uma leitura mais dura sobre a atividade econômica e a inflação. O BC reconheceu que a economia acelerou no primeiro trimestre, impulsionada pelos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, enquanto o mercado de trabalho segue resiliente. Já no campo inflacionário, o diagnóstico também piorou.

Além disso, a projeção oficial para a inflação no quarto trimestre de 2027 subiu de 3,5% para 3,7%, ficando acima da meta de 3%. Na avaliação do banco, esse número, isoladamente, já sugere pouco espaço para novos cortes da Selic.

O balanço de riscos também se tornou mais desfavorável, com a inclusão de um novo risco altista para a inflação, ainda que o BC tenha evitado uma comunicação mais explícita sobre a deterioração do cenário.

Comunicado deveria ser mais duro?

Apesar da mudança de tom, o BTG avalia que o comunicado ficou aquém do que seria uma mensagem claramente hawkish (duro).

Entre os fatores apontados está a manutenção da avaliação de que o longo período de juros elevados já produziu efeitos relevantes sobre atividade, crédito e inflação. Além disso, o BC evitou condicionar explicitamente novos cortes a uma melhora das expectativas, das projeções e das medidas subjacentes de inflação.

Para os economistas, uma comunicação mais dura teria deixado claro que qualquer nova flexibilização dependeria de avanços concretos nesses indicadores.

A porta continua aberta

Embora enxergue o encerramento do ciclo como o cenário mais provável, o BTG destaca um trecho do comunicado que pode sustentar alguma flexibilização adicional no futuro.

O banco chamou atenção para a discussão do Copom sobre o risco da inflação ficar abaixo da meta em um horizonte mais longo, além do período normalmente considerado pela política monetária. Segundo os analistas, esse foi o ponto mais dovish da comunicação.

Na prática, essa leitura poderia justificar novos cortes mesmo com as projeções de inflação ainda acima da meta no horizonte relevante.

Ainda assim, o BTG reforça que um novo corte exigiria melhora significativa da inflação corrente, das expectativas e do balanço de riscos, tornando a continuidade da flexibilização um cenário menos provável neste momento.

 

 

Juliana Caveiro
Por Juliana Caveiro
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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