Anna Scabello
28 maio 2026,

(Imagem: REUTERS/Stringer/Archivo)
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Os preços do petróleo moderaram a alta após o site Axios informar que existe um acordo preliminar de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. O documento, no entanto, depende do aval do presidente norte-americano, Donald Trump.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto subiram 0,49%, a US$ 92,70 o barril.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho fecharam em alta de 0,25%, a US$ 88,90 o barril.
O que mexeu com o petróleo?
As cotações do petróleo operavam em alta, mas apresentaram alívio após as notícias de um acordo preliminar entre EUA e Irã.
No começo da sessão, os preços do petróleo avançavam, mas perderam força com as informações do site Axios. De acordo com a notícia, os Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo preliminar para estender o cessar-fogo, dependente do aval de Trump.
O site informou que o acordo foi firmado após o Irã ter atacado uma base aérea norte-americana no Kuwait nesta quinta-feira, na sequência de ataques dos EUA contra o que Washington descreveu como uma operação iraniana com drones.
De acordo com a reportagem do Axios, os dois lados concordaram com um memorando de entendimento de 60 dias para prorrogar a trégua e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Por enquanto, o mercado parece preso entre as tensões de curto prazo renovadas e uma esperança persistente de que ambos os lados ainda tenham incentivo suficiente para fazer os fluxos de energia se moverem, diz o analista Matt Britzman, da Hargreaves Lansdown.
Na guerra da Ucrânia, Kiev atacou na quarta-feira a refinaria de Tuapse, uma das maiores instalações no sul da Rússia. O Casaquistão e Rússia ainda assinaram um acordo-quadro para aumentar o fornecimento de petróleo russo à China para 12,5 milhões de toneladas, informou a Interfax, que acrescentou que o Casaquistão pode enviar até 3 milhões de toneladas da commodity via bitcoin em 2026.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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Por Anna Scabello
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.



