Empreendedorismo feminino dispara e bate recorde na abertura de negócios em 2025, diz levantamento

Empreendedorismo feminino dispara e bate recorde na abertura de negócios em 2025, diz levantamento

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Mulheres já lideram mais de 2 milhões de novos negócios no Brasil, mas desigualdade ainda persiste

Carina Brito
Carina Brito
26 de março de 2026


Abertura de pequenos negócios por mulheres bate recorde em 2025 – Imagem: Pexels
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empreendedorismo feminino ganhou ainda mais força no Brasil em 2025. Dados levantados pelo Sebrae, com base em informações da Receita Federal, mostram que o país registrou um volume histórico de novos negócios — com participação expressiva das mulheres.

 

Ao longo do ano, foram criados 4,96 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas, que representam 96% de todos os negócios abertos no período. Dentro desse universo, mais de 2 milhões foram liderados por mulheres — o equivalente a cerca de 42% do total.

Na comparação com 2024, isso representa um salto de mais de 320 mil novos negócios femininos.

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O avanço foi puxado principalmente pelas microempreendedoras individuais. Sozinhas, elas responderam por 1,6 milhão de novos registros, mantendo uma fatia de 42% entre os MEIs criados. Já entre microempresas e empresas de pequeno porte, a presença feminina foi um pouco menor, mas ainda relevante: 39%.

 

Esse recuo conforme o porte cresce não passa despercebido. Segundo o levantamento, a desigualdade de gênero tende a aumentar à medida que as empresas ficam maiores — um sinal de que ainda há barreiras para que mulheres escalem seus negócios.

 

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Diante desse cenário, o presidente do Sebrae, Décio Lima, defende a continuidade e ampliação de políticas públicas voltadas a esse público, especialmente nas frentes de qualificação, inovação e acesso a crédito.

Onde as mulheres mais empreendem

O protagonismo feminino varia conforme o setor da economia. Em 2025, a maior participação apareceu na Indústria, onde mulheres lideraram 45% das novas empresas. Na sequência vêm Serviços (44%) e Comércio (43%). Na outra ponta, a Construção segue como o segmento com menor presença feminina, com apenas 11%.

No recorte regional, o Rio de Janeiro aparece na liderança proporcional: 44% dos pequenos negócios abertos no estado foram comandados por mulheres. Logo atrás estão o Rio Grande do Sul e São Paulo, ambos com 43%.

 

Entre os MEIs, o Rio de Janeiro também ocupa o topo, com 45% dos registros feitos por mulheres. Já em microempresas, o estado mantém a dianteira (43%), seguido pelo Distrito Federal e Rondônia, ambos com 41%.

Ranking por estado

Na média nacional, as mulheres responderam por 41,7% da abertura de pequenos negócios. Veja como ficou a participação por unidade da federação:

RJ: 44,3%
RS: 42,9%
SP: 42,8%
PR: 42,4%
SC: 42,4%
ES: 42,3%
MS: 41,9%
DF: 41,7%
MG: 41,4%

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