JP Morgan acredita que fluxo gringo para Brasil ainda pode ser duas vezes maior este ano

JP Morgan acredita que fluxo gringo para Brasil ainda pode ser duas vezes maior este ano

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Estrangeiros já ingressaram com US$ 6 bilhões na B3 este ano, um fluxo forte que impulsiona o Ibovespa para recordes; estimativa é que outros S$ 11 bilhões ainda entrem no mercado local


Por Luíza Lanza26/02/2026

Investidores estrangeiros já entraram com US$ 6 bilhões na B3 em 2026. (Arte: Victoria Fuoco/Imagens: Adobe Stock)
Investidores estrangeiros já entraram com US$ 6 bilhões na B3 em 2026. (Arte: Victoria Fuoco/Imagens: Adobe Stock)

Os investidores estrangeiros já ingressaram com R$ 40 bilhões na B3 este ano, no acumulado entre janeiro e o dia 23 de fevereiro. Para se ter uma ideia da magnitude do fluxo, se o ano acabasse aqui, este seria o terceiro melhor desempenho anual da série histórica desde 2001.

Isso ajuda a explicar porque o Ibovespa está subindo tanto e tão rápido – só em janeiro foram mais de 12% de alta; somando com o desempenho de fevereiro, a valorização passa de 18%.

Em relatório publicado esta semana, Emy Shayo Cherman, co-chefe de Estratégia de Ações de Mercados Emergentes, e Cinthya M. Mizuguchi, chefe de Estratégia para América Latina e Brasil do JP Morgan destacam que o mês de janeiro tradicionalmente costuma ser positivo em termos de fluxo no mercado brasileiro. Mas nada como foi registrado em 2026.

 

E isso pode ser apenas o começo: o JP Morgan acredita que o Brasil ainda pode receber outros US$ 11 bilhões, adotando uma premissa conservadora. Na cotação atual, isso representaria cerca de R$ 56 bilhões entrando na B3.

Cherman e Mizuguchi destacam que a alocação global de ações em emergentes ainda está baixa em 5,6%, enquanto a média dos últimos 10 anos foi de 6,5%. O fechamento desse gap significaria um fluxo de US$ 350 bilhões para mercados emergentes, sendo US$ 27 bilhões deles para os mercados da América Latina e US$ 17 bi para o Brasil.

Como a B3 já recebeu cerca de US$ 6 bilhões este ano, faltariam ainda US$ 11 bi. “Pelo ritmo atual, isso pode ser até conservador”, dizem as especialistas.

Se isso acontecer, o Brasil pode chegar muito perto de seu melhor desempenho anual em termos de entrada de capital internacional. O maior volume de aportes ocorreu em 2022, quando o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia impulsionou mercados ligados a commodities e, com isso, a B3 recebeu US$ 20 bilhões no ano.

 

A maior dúvida é se os fatores locais vão começar a afetar o fluxo estrangeiro daqui para frente, incluindo as eleições presidenciais marcadas para outubro. No geral, o mercado doméstico costuma ter performance mais fraca nos seis meses que antecedem o pleito, destaca o banco em relatório.

“Nossa visão é que a eleição é um evento de risco e que o mercado começará a levar isso em consideração, o que pode reduzir fluxos à medida que o desempenho seja impactado, a menos que o cenário global permaneça como está”, diz o J.P. “Acreditamos que o mercado local deve atingir pico por volta do início do 2º trimestre.”

Fonte : Estadão

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