Economia desacelera em dezembro, mas mercado mantém cenário de juros estável

Economia desacelera em dezembro, mas mercado mantém cenário de juros estável

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Juliana CaveiroPor

Juliana Caveiro
19 fev 2026,
pib brasil ibc-br
(Imagem: Gadini/pixabay)O mercado reagiu ao Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de dezembro apontando uma desaceleração gradual da atividade econômica, sem alterar de forma relevante o cenário central para a política de juros. Para a próxima reunião do Copom, investidores já projetam o início do ciclo de afrouxamento monetário.

Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (19), a prévia do PIB registrou queda de 0,2% em dezembro, resultado superior à mediana das projeções – a Reuters estimava recuo de 0,5% – e encerrou 2025 com crescimento de 2,5%.

Para os analistas, o dado confirma uma perda de fôlego no fim do ano, mas ainda distante de uma contração mais intensa.

Para Rodolfo Margato, economista da XP, a leitura do quarto trimestre foi levemente positiva, apesar do recuo mensal. O indicador avançou 0,4% no trimestre, enquanto a XP estima que o PIB tenha crescido 0,1% no período, fechando 2025 com alta de 2,3%.

Na avaliação do economista, a agropecuária foi o destaque do ano, com expansão de 13,1%, impulsionada pela safra recorde de grãos, enquanto a indústria apresentou desempenho mais fraco, acumulando três quedas trimestrais consecutivas.

Margato projeta crescimento de 2,0% para 2026, com aceleração ao longo do ano puxada pela renda das famílias, expansão do crédito e maior gasto dos governos estaduais, fatores que devem compensar os efeitos de uma política monetária ainda restritiva.

Já Rafael Perez, economista da Suno Research, avalia que o resultado de dezembro confirma a moderação da atividade no fim do ano, com destaque para a queda de 0,3% nos serviços. Mesmo assim, a Suno mantém projeção de crescimento de 2,3% para o PIB de 2025.

Para 2026, a Suno estima alta de 1,8%. Perez aponta que o crescimento deve se concentrar no primeiro semestre, impulsionado por estímulos pré-eleitorais, aumento da renda disponível via reforma do Imposto de Renda, reajuste do salário mínimo e novo desempenho positivo do setor agropecuário.

A divulgação oficial do Produto Interno Bruto (PIB) pelo IBGE, referente ao quarto trimestre de 2025, está prevista para 3 de março.

 

 

 

Juliana Caveiro
Por Juliana Caveiro
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua há 3 anos na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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