Cinco motivos para o Copom cortar a taxa Selic no dia 18 de março, segundo analista de renda fixa

Cinco motivos para o Copom cortar a taxa Selic no dia 18 de março, segundo analista de renda fixa

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Analista aponta 4 títulos para investir de olho no corte da Selic que se aproxima. Confira.

Camila Paim
Camila Paim
8 de fevereiro de 2026

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Selic – Imagem: Rmcarvalho/iStock – Montagem: Giovanna Figueredo
WhatsappTwitterLinkedinFacebookTelegramEm linha com a expectativa do mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano em sua última reunião. No comunicado que acompanhou a decisão, o Banco Central ressaltou que o mercado de trabalho continua exibindo “sinais de resiliência”.

Apesar disso, a leitura é de que o alívio monetário não está distante. Para a analista de renda fixa da Empiricus, Lais Costa, o atual patamar da Selic deve ser mantido apenas por mais uma reunião. Ou seja, o primeiro corte pode vir já no encontro de 18 de março.

Segundo Costa, cinco dados econômicos divulgados recentemente reforçam o cenário de início da flexibilização da política monetária. A seguir, veja quais são esses indicadores.

Veja 5 pontos para entender expectativa de corte da Selic

Em seu relatório semanal de análise macroeconômica, Lais Costa separou alguns dados que considera fundamentais para direcionar a próxima decisão do Copom.

“Na agenda local, os dados de mercado de trabalho continuam apontando para um mercado bastante apertado, embora com sinais incipientes de arrefecimento”, afirma.

A PNAD Contínua mostrou a taxa de desemprego no trimestre móvel encerrado em dezembro recuando para 5,1%, o menor nível da série histórica. Um outro motivo são os salários, que indicam uma dinâmica ainda aquecida. O dado de dezembro foi de um crescimento de 5% a/a reais, acima da inflação.

Ambos os números, segundo Costa, possibilitam uma queda da Selic “mais lenta, ou seja, [o Copom] seria mais a favor de um corte de 25 pontos-base (pbs) na reunião de março”, explica.

Em contrapartida, a analista interpreta que outros dados indicam que podemos esperar, de fato, um corte mais severo, na casa dos 50 pbs.

Como exemplo, ela cita o CAGED de dezembro, que teve uma baixa de 618,2 mil vagas de empregos formais no Brasil, número pior do que a mediana das expectativas do mercado (-472,5 mil) e ainda revisou para baixo a leitura anterior.

Esta foi a primeira perda líquida de empregos desde a pandemia, puxado pelos cinco grupos de atividade (serviços, indústria, construção, comércio e agropecuária) e em todos os Estados e Distrito Federal.

A ata do Copom, divulgada na segunda-feira (2), também deu algumas pistas sobre a direção dos juros:

“No documento, o Banco Central adotou um tom neutro, sem um posicionamento firme em relação ao ritmo do início do ciclo de queda de juros, o que nos leva a acreditar que a probabilidade de um corte de 50 pbs — cenário-base do mercado hoje — é maior do que a de 25 pbs”, afirma a analista.

Por fim, os dados de produção industrial de dezembro, divulgados na terça (3) indicaram contração de -1,2% m/m, abaixo das expectativas de -1,1% e com revisão para baixo da leitura anterior, também reforçariam a redução da Selic.

“O enfraquecimento da atividade e a continuação do processo de convergência da inflação, em meio a uma performance positiva do real, devem sustentar o início mais acelerado do processo de afrouxamento monetário”, comenta a analista.

Independente de 25 pbs ou 50 pbs, diante desse cenário, Costa aponta que este é um bom momento para investir em títulos IPCA+, que ancora os rendimentos previamente às oscilações que os juros podem vir a sofrer.

Veja 4 títulos para buscar retornos reais antes da queda da Selic

Com as expectativas de queda da Selic, a recomendação da analista é procurar oportunidades que possam preservar o atual patamar de juros reais. Isto é, o retorno dos ativos descontados da inflação.

Pensando nisso, a equipe de renda fixa da Empiricus Research selecionou 4 títulos de crédito privado com rentabilidade real atrativa, 100% alocada em emissores de qualidade. Eles são ativos que, segundo Costa, estão em uma relação risco-retorno favorável para o investidor, podendo capturar lucros de até+7,35% ao ano, acima da inflação.

Eles são títulos de crédito privado. Isto é, ativos emitidos por empresas para o financiamento de infraestrutura no país. Por se tratar de um emissor privado, o risco desses investimentos costumam ser um pouco maior do que a renda fixa tradicional. Entretanto, a maior volatilidade é compensada pois os ativos selecionados pela Empiricus contam com o benefício da isenção de IR.

Essa combinação de juros reais e isenção de IR garante que o investimento preserve o poder de compra, visto que rende acima da inflação, e pode fazer grande diferença na hora de receber os louros do investimento.

Para quem busca equipar seu portfólio com rentabilidades superiores ao juro real no longo prazo, a janela para se posicionar é agora, considerando as expectativas de corte da Selic em março.

A boa notícia é que você pode conhecer os quatro títulos recomendados gratuitamente, em um relatório completo com análise macroeconômica e as teses de investimento individual. Para acessar a curadoria, é só clicar no botão abaixo e seguir as instruções.

 

Camila PaimCamila Paim

Jornalista formada na Universidade de São Paulo (USP), com mobilidade acadêmica na Université Lumière Lyon 2 (França). Trabalhou com redação de jornalismo econômico e mercado financeiro, webdesign e redes sociais, além de escrever sobre gastronomia e literatura.

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