De norte ao sul do continente, termômetros continuam em alta. Cidades portuguesas marcam temperaturas mais altas de sua história, e Espanha registra primeiras mortes.
A onda de calor que castiga há semanas a Europa levou neste sábado (04/08) a temperaturas recordes em cidades portuguesas, causou três mortes na Espanha e chegou a derreter o asfalto na Holanda.
Em Portugal, a temperatura foi a mais alta registrada na história em 26 estações. Em Lisboa, foram 44 graus. Em Alvega, no distrito de Santarém, os termômetros chegaram a marcar 46,8 graus.
O atual recorde europeu foi registrado em 1977, em Atenas, quando os termômetros alcançaram 48°C. O recorde na Espanha é de 47,3 graus, em Portugal, 47,4.
Em Lisboa, as autoridades fecharam parques e alertaram as pessoas a evitarem atividades ao ar livre durante o auge do calor. Refúgios para desabrigados foram abertos mais cedo, para que moradores de rua pudessem busca abrigo do calor.
Na Espanha, já ocorreram três mortes: em Murcia (sudeste) um homem de 78 anos morreu enquanto realizava trabalhos agrícolas, vítima de insolação, e outro trabalhador, de 48 anos, também foi vítima das altas temperaturas. Em Barcelona (nordeste) um homem de meia idade, aparentemente sem-teto, morreu após ser encontrado deitado na rua. Além disso, outro homem de 55 anos foi hospitalizado hoje em estado grave, após sofrer insolação na região de Murcia.
Na França, mais da metade do país está em alerta laranja, e as autoridades recomendaram evitar a exposição ao sol nos horários mais quentes do dia. Na Holanda, as autoridades fecharam alguns trechos de estradas onde o calor derreteu o asfalto.




