Presidente do COFECON concede entrevista à Carta Capital

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O presidente do Conselho Federal de Economia, Wellington Leonardo da Silva, concedeu uma entrevista ao repórter André Barrocal, da revista Carta Capital, na qual falou sobre a política econômica do ministro Paulo Guedes. Com o desemprego alto, o salário médio estagnado e a alta da informalidade e do desalento, a economia deverá rodar em ritmo lento em 2020.

“O que aquece a economia é demanda qualificada. Ninguém vai investir em aumento de produção, renovação de equipamentos sabendo que não tem quem compre. Hoje tem que ter sorte para conseguir um emprego. Conseguiu, é emprego aviltado”, analisa o presidente. Para sair da crise, é urgente o governo investir mais em infraestrutura. “É um setor que rapidamente aquece, absorve mão de obra não qualificada e isso faz com que aumente a demanda e vá reaquecendo a economia aos poucos. É o que qualquer nação do mundo faz quando está em crise. Aqui a gente está fazendo tudo contra os manuais. Você não vai sair dessa armadilha do neoliberalismo extremo do Paulo Guedes sem retomar alguns conceitos básicos da economia.”

O presidente destaca que o quadro econômico que o país vive tem origem na crise norte-americana de 2008. “Tem economista que continua mentindo para o povo brasileiro dizendo que a gente tem uma crise de 2014. Coisíssima nenhuma. Estamos vivendo uma crise seríssima cuja origem é 2008″, argumenta Wellington Leonardo. “A crise começa em 2008 e demora a chegar ao Brasil porque medidas governamentais foram tomadas para impedir que a nossa economia desacelerasse rapidamente. Por exemplo: estímulo ao crédito pelos bancos públicos, isenções fiscais, desoneração tributária para empresas. Qual era a aposta de Lula e Dilma? Que conseguissem segurar a economia aquecida por um tempo, os países desenvolvidos já teriam se recuperado e voltariam a comprar nossas commodities a preços melhores. Na recessão os países importam menos, o interesse é o mercado interno. A aposta, que poderia ser interessante, viável, não deu tempo. Quando se esgotou a capacidade que a gente tinha de manter a economia aquecida com foco no mercado interno, o primeiro mundo não tinha se recuperado ainda. Aí a economia desabou.”

A entrevista pode ser lida no site da revista Carta Capital.

 

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